quinta-feira, 15 de julho de 2010

A vonts!

Tô com uma puta vontade de vestir um jeans, colocar um salto, uma blusa justa. Uma vontade de me maquiar com cores escuras e amarrar o cabelo lá no alto. Vontade de dançar até entrar numa vibe a parte, em outra dimensão. De rir com as amigas, de ver os amigos, e ver o quão colorida uma amizade pode ser, e tão livre, e tão gostosa. Vontade de experimenar sabores, cores, texturas, sons, temperaturas, toques. Vontade de falar, de fazer bem pra quem eu gosto, pra quem se permite. Vontade de jogar tudo fora e começar de novo, só pra ver se vai ser tão bom. Vontade de conhecer o novo, de explorar o velho, de dizer: que se foda se fui erro, ninguém disse que tu foi um acerto. Vontade de cantar Queen em público, de andar na chuva, de sentar no meio fio e não pensar em nada. Vontade de mudar de cidade, de dizer: enfia teus problemas bem no meio do olho, eu não sou o Papa. Vontade de comer leite condensado com mortadela. Vontade de andar a noite toda, só parar de manhã, sentada numa escada depois de uma ligação, embrulhada num cobertor e sentindo um abraço confortante. Vontade de fumar narguile. Vontade de olhar pra alguém durante tempo sem dizer uma palavra, e acabar com isso com um sorriso. Vontade de ouvir reggae durante um mês, sem parar. Vontade de montar confecção de roupas exclusiva, com estampas exclusivas, com modelos exclusivos e dizer na cara: feia é tua mediocridade. Vontade de fazer o que vi no sonho, de ser feita feliz como naquele momento, naquele beijo, por aqueles segundos. Tantas e tantas noites dava por aquilo... Vontade de apagar pessoas da minha memória, vontade de esquecer que não fui capaz de amar alguém, vontade de desamadurecer aquilo que me forcei a crescer no mmomento em que apenas devia: quebrar a cara. Vontade de gastar meu salário todo com coisas sem retorno. Vontade de gritar pra todo mundo: eu faço facul e quem paga são teus pais! Vontade de virar uma garrafa de vodkda, sem nem sentir a garganta queimando, ha não ser no último gole. Vontade de escrever cartas, e mandar todas. Vontade de jogar handebol e aplicar toda minha força num arremeço certeiro, num salto gigante, e cair de joelhos no chão, e depois, gritar. Vontade de ir a praia, tocar na areia, encantar um pirata, dizer: a gente se vê. Vontade de abrir os braços pra lua, de sentir o frio, de sentir a noite, de me aquecer com os primeiros raios de sol do dia.

Tô com vontade de me abster. Tô com vontade de deixar de sentir, de desapego. Tô com vontade de atormentar, de induzir, de ignorar. Tô com vontade de acreditar nas palavras, nos desejos alheios, vontade de acreditar que todo mundo é sincero, que não existe outro lado, tô com vontade de sentir dor, pra ver que é real. Tô com vontade de acreditar que indiferença não existe, que minhas palavras fazem diferença. Tô com vontade de parar de lidar com essa mente traiçoeira e controlar o que penso, tô com vontade de ter um sorriso, de deixar de me conter, de abrir mão de tudo pra ver quem amo feliz. Mó vontade...

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