domingo, 23 de agosto de 2009

Sobre beber vinho

Não vou falar da analogia de beber, rir e cair. De a bebida entra, verdade sai, ou ainda a de tá ruim, vamos beber...

Vinho: é gostoso, aquece nesse inverno e relaxa o corpo.
Mais a mente que o corpo, bem mais aliás. Parece mágica. É como se precisasse de um ritual pra que o vinho realmente te faça ir às alturas. Um anestésico para dores, um redutor de tormentas e (discretamente) abre a alma para novos valores. Paciência, o que acontece não é momentâneo, tem resultados positivos.

Mas há de se acrescentar: se acredita que não há dores, tormentas ou necessidade de novos valores, o vinho ainda é um ótimo hipnótico.

domingo, 16 de agosto de 2009

No woman, no cry!


" Seque as lágrimas,
nenhuma mulher chora.
A vida tem muito mais a te dar..."





segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Caminho

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Hoje o caminho de volta foi diferente, foi outro. Mas não tinha mudado. As mesmas árvores estavam lá, com as mesmas curvas sem nenhuma surpresa logo depois que terminam, os mesmos buracos na rua dos quais já sei quando preciso desviar e as mesmas cenas chatas de todos os dias.



Mas como já disse, o caminho foi diferente.



O frio estava cruel e parecia que de nada adiantava todos aqueles casacos. A temperatura estava muito mais baixa do que as de outras noites. Minhas mãos estavam doendo e estava difícil pra continuar, o vento batia no meu rosto e balançava meu cabelo, fazia o máximo de esforço pra entrar em cada espaço que encontrava entre as roupas e minha pele. A rua me parecia cada vez mais infinita, e a única presença "humana" que havia por ali era a minha. Estava indo cada vez mais devagar e me perguntava se estava querendo ficar por ali mesmo, parei pra ver o céu, estava claro e aquelas estrelas brilhavam com toda intensidade e naquele momento me deu vontade de dormir ali.

Não sabia dizer se eram as estrelas, talvez o dia (muito provável) ou eu que estava diferente. Parar pra pensar... Chegar a diversas conclusões. Sobre a fragilidade do que perdemos de uma hora pra outra sem avisos, sem respostas. Simplesmente, acontece. Assim como surgem. Assim como marcam nossas vidas e constroem o que sentimos. Acontece a todo instante, sem nem mesmo que a gente perceba. Fazem parte de nós e partem, deixam suas marcas, voltam, dão voltas, dão sentido pra vida. E assim, percebemos que nunca as perdemos. Talvez porque nunca foram realmente nossas, porque se fossem, não seriam tão cobiçadas pelo nosso coração, ele deseja o que é livre, inconstante e único. Não gosto das coisas das quais dependo, gosto do que me surpreende, do que tem vida, e do que me causa inquietação.

Essa noite de dez de agosto foi diferente, assim como outra já foi e como inúmeras outras noites já foram também. Existem as coisas que nunca vão mudar. Sempre existirão estrelas que continuarão a encantar milhares de pessoas por infinitas noites, e aquela noite de dez de agosto vai ter sempre um lugar no meu coração, onde vai ficar para o resto da minha vida, nem que seja só pra sem lembrada, toda vez que aquela música tocar, que aquela palavra for dita, que aquela sensação de paz voltar. Coisas que vão fazer parte de mim por muitos e muitos dias como esse.

Hora de voltar pra casa. 20 e UM.
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