Era preciso que isso fosse feito hoje. Data forte, data marcante. Tenho certeza que todos têm uma dessas em suas memórias, uma data que insiste em permanecer viva, em todo e qualquer dia, mesmo em meio a contrastes. Quando a lágrima de uma se tornou num sorriso, e o silêncio importuno, em uma imensidão de palavras dispersas. Quando a falta de apetite se transformou em fome imensurável de sonhos e apostas. A ilusão, em certeza.
Sobre o colchão frio em pleno verão, e a mente congelada, o corpo imóvel, a alma sentia-se engasgada com os soluços e o choro que não me permitia declarar. Não podia pensar, nem ao menos sentir nada. Só havia um vazio. Não havia nada a declarar aqueles que não poderiam compreender, inclusive a mim mesma.
Eu não pude emitir nenhum som, nem ouvir qualquer coisa. Não vi luz alguma, nem cores nessa data. Não senti cheiros, não toquei em nada. E o dia 16 de março finalmente terminou, como nesse exato momento, e libertadas da alma, as lágrimas finalmente tomaram lugar em meu rosto.
Sobre o colchão frio em pleno verão, e a mente congelada, o corpo imóvel, a alma sentia-se engasgada com os soluços e o choro que não me permitia declarar. Não podia pensar, nem ao menos sentir nada. Só havia um vazio. Não havia nada a declarar aqueles que não poderiam compreender, inclusive a mim mesma.
Eu não pude emitir nenhum som, nem ouvir qualquer coisa. Não vi luz alguma, nem cores nessa data. Não senti cheiros, não toquei em nada. E o dia 16 de março finalmente terminou, como nesse exato momento, e libertadas da alma, as lágrimas finalmente tomaram lugar em meu rosto.