É de longa data o histórico de amor que existe entre eles e eu. A parte alheia é de instigar-me, e a minha fica pela fascinação.
Os números e eu.
Nossa relação é convicta em harmonia, me aliena ao ponto de equilíbrio entre paciência e persistência, dinamismo e estática. Números são como uma terapia que envolve fundida à uma paixão distinta, mas demasiada. Somos como amantes fiéis e epicuristas, cúmplices de longa data.
Inerente à eles está o antagonismo de me fazerem nem sempre certa, mas quando certa, verdadeira. Me provam que numa infinidade de ideias, nem tudo é quantitativo e possível de ser mensurado, que para toda situação adversa existe uma origem que deve ser solucionada, e que um bom resultado depende de um processo minucioso. Ou que de tão lógico, chega a ser cômico.
De exatas, que de humana já me chega eu.