São raras as coisas que me molestam. De tudo o que vejo por aí causando raiva, medo, desalento e insegurança em todo mundo, tem apenas uma que me irrita profundamente. Das outras, não me fazem a mínima diferença, já que não tem nada a me acrescentar. E da mesma forma como não me abalam, não me provocam o menor interesse. Sou intensa demais pra isso. Vivo na máxima, ou na mínima, de tão mínima, que nem chega a existir. De tão máxima, que me prende toda a atenção, e toda devoção.
Mate-me pra você dessa forma, sem distinção ou desvios: não coloque fé nas minhas palavras, e espere que eu faça o mesmo com as tuas. Não faça o que você fala, e não seja quem você diz.
Nada que é humano me surpreende, ainda mais inserido num meio onde uma troca de olhares perversos na rua é motivo pra descer o braço em alguém, onde ninguém tem tempo pra ouvir uma música num fim de tarde e distribuir sorrisos, tomar um café com os pais, estender o dia para amigos, tomar um tempo para si. Não existem prioridades senão aquela de se render à escravidão que implantamos aqui, pra você, pra mim. Não nos é permitido manter confiança, lealdade, amizade, bondade, apetite, personalidade, afeto, amor. Não nos é permitido sentir, apenas concluir, construir, competir, invejar, disputar, dar resultados. Nesse marasmo todo, seria então possível ter fé nas pessoas? Relações são trocas mútuas, mas só se quer ganhar, e dar, é sinônimo de perder.
Seria menos cansativo e do jeito mais fácil se houvesse sangue de barata em minhas veias. Mas isso é uma mínima, pra mim, só me vale a máxima, eu quero do jeito mais difícil.
Mate-me pra você dessa forma, sem distinção ou desvios: não coloque fé nas minhas palavras, e espere que eu faça o mesmo com as tuas. Não faça o que você fala, e não seja quem você diz.
Nada que é humano me surpreende, ainda mais inserido num meio onde uma troca de olhares perversos na rua é motivo pra descer o braço em alguém, onde ninguém tem tempo pra ouvir uma música num fim de tarde e distribuir sorrisos, tomar um café com os pais, estender o dia para amigos, tomar um tempo para si. Não existem prioridades senão aquela de se render à escravidão que implantamos aqui, pra você, pra mim. Não nos é permitido manter confiança, lealdade, amizade, bondade, apetite, personalidade, afeto, amor. Não nos é permitido sentir, apenas concluir, construir, competir, invejar, disputar, dar resultados. Nesse marasmo todo, seria então possível ter fé nas pessoas? Relações são trocas mútuas, mas só se quer ganhar, e dar, é sinônimo de perder.
Seria menos cansativo e do jeito mais fácil se houvesse sangue de barata em minhas veias. Mas isso é uma mínima, pra mim, só me vale a máxima, eu quero do jeito mais difícil.
"Para a maioria, quão pequena é a porção de prazer que basta para fazer a vida agradável!"
Friedrich Nietzsche
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